Fundação Casa Grande


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Confira as Festividades do dia 19 e a Comemoração do Aniversário de 24 anos da Casa Grande

O dia 19 de dezembro é o da mais grande festa na Casa Azul, este dia inicou as 5h da manhã com o programa de rádio A Voz da Liberdade, transmitido ao vivo pela Casa Grande FM. As 9h foi hora de estender a bandeira da Fundação Casa Grande Memorial do Home Kariri com a presença dos meninos e amigos da casa, que cantaram o hino “A Casa”, de Morais Moreira. A Casa Grande sempre recebe pessoas e as 10h foi hora de entrega de uniformes, abrindo as portas para novas crianças sonhadoras da região do Cariri. 11h foi o amigo secreto, momento de troca de presentes e sentimentos, entre os meninos da casa e os amigos da fundação. O escritor Fabiano Piùba realizou uma roda de leitura com as crianças da Casa Grande, no Teatro Violeta Arraes as 15h. Após a roda de leitura chegou o momento de celebrar o cortejo as 16h com os grupos de tradição popular que percorreram algumas ruas da cidade de Nova Olinda e se apresentaram no terreiro da Casa Grande. As 18h foi o momento do ritual de renovação do sagrado coração de jesus. 18:30 houve a apresentação da folia de reis, cantando musicas em louvação ao dvivino e ao sagrado. 19h aconteceu o lançamento do Edital “Cultura da Infância” da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, com Fabiano dos Santos Piuba (Secretário de Cultura do Estado do Ceará), no pavilhão da Casa Grande. O jornalista Antônio Vicelmo foi homenageado por ser o primeiro jornalista a publicar a primeira matéria da Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri. 19:30 foi hora do corte do Bolo de 24º Aniversário da Casa Grande no pavilhão da Casa Grande e para finalizar as festividades as 20h se apresentou o grupo musical de forro pé de serra: Trio Flor de Pequi.

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Tarde de encontro do dia 18

De 14h  as 16h o 8º Ciclo de Conversa: Instituto de Arqueologia do Cariri teve a mediação da Prof. Dra. Rosiane Limaverde – (Arqueóloga do Instituto de Arqueologia do Cariri) e como Palestrantes: Prof. Dra. Conceição Lage (Arqueóloga da Universidade Federal do Piauí) – (PIAUÍ)  e  Prof. Wellington Lage (Arqueólogo doutorando na Universidade de Coimbra) – (PIAUÍ).  Arqueometria e sua aplicação na arqueologia do Nordeste.

Também participaram do 8º Ciclo de Conversa os palestrantes: Prof. Heloísa Bitú  (Bolsista do Instituto de Arqueologia do Cariri e Mestranda em Arqueologia pela UFPI)  – (Nova Olinda / CE), Apresentação do Laboratório de Arqueologia e Prof. Agnelo Queiroz (Mestre em Arqueologia UFPI e membro do Instituto de Arqueologia do Cariri)  – ( Fortaleza / CE). Apresentação de Resultados dos trabalhos de pesquisa em 2016 e também os Alunos do curso de extensão em arqueologia – Resultados das pesquisas regionais.

Wellington Lage e Conceição Lage Faltam de arqueometria, citando como funciona o processo e as pesquisas, quais os equipamentos utilizados, apresentaram um evento de arqueometria que acontecerá no Brasil e os seus participantes. Eles contam sobre a evolução dos grandes laboratórios onde se estudam diversos tipos de matérias e são realizadas pesquisas com estudantes pesquisadores e cientistas do mundo inteiro, inscritos através de editais e selecionados para realizarem a pratica de pesquisa.

Heloisa Bitú e Agnelo Queirós parentaram o laboratório de arqueologia, Heloísa falou das atividades desenvolvidas pelo laboratório na área de Educação Patrimonial Arqueológica, explicou os espaços que contém no laboratório, a quantidade de acervo lítico, cerâmico, sítios arqueológicos, explicou a quantidade de público que é atendida nas oficinas, como funciona os processos de cuidados com as peças e mostrou a equipe. Agnelo Queirós apresentou a parte de projetos que acontecem através do Instituto de Arqueologia do Cariri, mostrou como funciona o trabalho arqueológico, quem é a equipe, o que cada um faz e como são desenvolvidas nas escavações arqueológicas.

Após as apresentação de Agnelo e Heloísa, se apresentaram Regi Belizário que falou sobre o seu projeto de identificação de sítios, histórias e peças arqueológicas, na cidade de Caririaçu e Alex Franklin que falou sobre suas pesquisas no Engenho em Crato -CE, com a comunidade, fotografia e visita ao local para saber como funcionou toda a história até o Engenho ser fechado.

Ao fim Rosiane ressaltou sua alegria pelos trabalhos desenvolvidos no laboratório e as pesquisas desenvolvidas por seus alunos, ela diz que está muito feliz pelos resultados e parabeniza a todos.


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Manhã do grande dia 18!

De 09h  as 10h aconteceu o 5º Ciclo de Conversa: “Soldadinho do Araripe,: 20 anos de sua descoberta” com o Biólogo Palestrante: Weber Girão no Teatro Violeta Arraes

Weber conta que o Soldadinho do Araripe é uma ave exclusiva do Cariri que vive próximo ao pé de serra e as nascentes, ele sobrevive nas áreas húmidas, dependendo do clima do semiárido e o pássaro é ameaçado de extinção global.  A cada 10mil aves no planeta, 200 tem sua espécie ameaçada de extinção assim como o Soldadinho do Araripe.

Weber Girão diz que a história começa em dezembro de 1996, em uma viagem de campo na Chapada do Araripe, na época ele morava em fortaleza. Ele conta que os professores que vieram com ele estudavam aves, onde pode fazer perguntas e apreender mais sobre o assunto. “Me arrepio com a lembrança da visão”, contou que em uma de suas viagens na chapada do Araripe observou uma ave branca com topete vermelho jamais vista por ele.

Weber começou a estudar o Soldadinho do Araripe e publicou um artigo no jornal do comércio em recife, acompanhado de uma ilustração produzida por ele próprio, esse foi o ano decretado o registro em documento da ave. Weber apresentou um mapa com a chapada do Araripe e os pontos de proteção. Em 1999 a localidade que o pássaro foi encontrado foi construído um balneário. Ele apresentou um gráfico onde mostra que o passarinho canta no meio do dia, o que é muito diferente de outros pássaros, ele canta antes da chuva. Weber diz que o Soldadinho pode ser um orientador de plantio, através de sua percepção para a chegada da chuva. Em 2003 o Brasil reconheceu o Soldadinho como ave a ameaçada em extinção e três meses depois foi reconhecido em extinção global.

“Aprender a zelar água num contexto de declínio no mínimo é questão de sabedoria”

A qualidade de vida e estrategicamente ligada à conservação da ave. 2016 será um ano de aumento de tragédias ambiental anunciada, haverá muito fogo nas matas.

De 10h as 11h o 6º Ciclo de Conversa: Instituto de Arquelogia do Cariri, foi mediado por Rosiane Limaverde se pronunciaram os palestrantes: prof. Dr. Marcelo Moura Fé, que falou sobre: Geosítios do Cariri e Dra. Mônica Virna, falou de Mapeamento do Paleoambiente dos Sítios Arqueológicos do Cariri.

Marcelo Moura falou sobre os Geossitios do Geopark Araripe e o processo de separação da América e África, a logomarca do Geopark mostra os mapas separamos justamente deste processo, a cor verde, Marcelo ressalta os patrimônios: geologia, que registrou a evolução da vida, relevo, biodiversidade riquíssima, ocupação do povo kariri, Casa Grande, mestre espreito, xilogravura, mestre Noza, Patativa, entre outros m. Foi apresentado o site do geoparque onde se encontram todos os geossitios.

Monica Virna Apresentou um mapa de topografia do Cariri, com mapeamento e reconhecimento de arás como sítios arqueológicos da região do Cariri, ela contou como funciona as legendas e a criação dos mapas e ressalta que isso venha auxiliar as pesquisas na região do Cariri e no Instituto de Arqueologia do Cariri, ela conta que os Geositios já estão classificados no paleoambiente e que agora é a hora de classificar o paleoambiente arqueológico, gerando material para pesquisas em diversas áreas.

 De 11h as 12h o 7º Ciclo de Conversa: “Em busca do tempo perdido: as lutas pela reconquista de línguas e culturas indígenas massacradas”, teve como palestrante: Dra. Ruth Monserrat. (Linguista da Universidade Federal do Rio de Janeiro), (Rio de Janeiro / RJ).

Ruth Monsserrat contou sobre como funciona as divisões linguísticas, e contou sobre suas experiências convivendo com povos indígenas do Brasil, ela conta sobre como funciona o resgate dessas línguas e diz que é possível reencontra-las mesmo que estejam perdidas. Ruth mostra em sua fala que ao longo de um bom tempo de sua vida vem se dedicando a estudar línguas, ela já publicou dicionários e tem um grande reconhecimento diante do seu belíssimo trabalho.

Ela falou sobre as escolas indígenas que ensinam a sua língua e disse que o povo tem muita preocupação que sua língua seja esquecida, então os mais velhos ficam com a missão de ensinar as crianças e aos jovens para que não se perca.


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Uma Tarde de Reflexões e Aprendizado!

De 14h as 15h Ângela Carneiro do Rio de Janeiro/RJ (Psicóloga, pesquisadora de metodologias de inserção de coletivos juvenis e profissionalização como invenção de modos de vida. Membro do grupo  Pesquisar.Com da Universidade Federal Fluminense – UFF), apresentou o 4º Ciclo de Conversa: “Encontros entre o silêncio e os gestos”

 “A Casa é um lugar sagrado que guarda a experiência através do tempo “. Ângela iniciou falando sobre a Língua natural dos surdos, íngua que se fala com a mão com o rosto e com o corpo, uma língua viva que tem regionalismo e sotaque em cada lugar.

Libra é uma língua oficial do Brasil. “Acessibilidade é uma conquista! ”, “Acessibilidade como uma forma de via dupla “. Ângela emocionou o público ao falar sobre a importância de ouvir as músicas com os olhos, e das palavras que saem das mãos e da boca como se estivessem criando asas. Ela fala de fronteiras e diz que “o maior perigo e quando perdemos a noção do quanto que a pessoa que está perto da gente é importante.”

Uma coisa bonita que a libras têm e de você ser reconhecido por uma marca ou sinal, a vontade de procurar saber e entender a cultura da língua libras é uma característica aparente na fala de Ângela

Ângela fala de seus projetos e como os jovens surdos escolhem sua profissão, como eles escolhem seu modo de vida e vão para o mundo. “Muitas coisas acontecem, mas nem todas as coisas te tocam, nem todas as coisas te iluminam”. Ângela contou do seu trabalho chamado cartografia. Ela procura entender com os jovens que falam em libra a forma que esles pensam quem são, suas histórias, o que podem, seus sonhos, suas habilidades, o mundo que vivem e suas relações com o mundo. “Se eu sei quem eu sou, se eu aposto no que faço, eu vou adiante, continuo caminhando, e não paro. ”

Angela Carneiro fala de conexões afetivas e diz que um livro, um encontro ou uma música já muda a vida. Ficou be claro que esla permitiu ao público refletir sobre:

” a criação de um novo olhar para o mundo, já imaginou um físico poeta, um músico filósofo, dentro de nós cabe um mundo. ”

“Nós não temos profissões, temos ocupações. ”

De 15h as 16h Mauricio Curi de São Pulo/SP, apresentou-se no Encontro de Artes, Ciências e Patrimônio.

Curi contou a história de sua infância, repleta de saudades e de sua relação com seu pai. Mauricio Curi diz que com 16 anos se tornou piloto de avião, com 18 foi para a aeronáutica, voando em Campo Grande em um pequeno de patrulha aérea chamado “Tucano”. Em um dos seus voos, numa uma região de muita mata, em um determinado momento do voo, o motor parou, como tinha experiência já tinha alguns procedimentos e alternativas em mente. Ele conta que nesse momento passou em sua mente a história da sua vida inteira e em poucos segundos deixou o passado para trás, pois era hora de pensar no futuro, que também foi embora muito rápido, então olhou para o céu e falou “uau como o céu está azul hoje”, ele ficou encantado até que o avião entrou nas nuvens. A expectativa era morrer, mas a sua frente havia uma pista clandestina local ele conseguiu pousar e sair sem nenhum arranhão.

Ele diz que exatamente o que o que estava combatendo foi o que o salvou, ele visualizava as pistas clandestinas para destruí-las. “Essa história me traz um aprendizado a cada vez que eu conto! Cada vez que conto se regista o poder da presença a ponto de olhar o céu quase uma eternidade, a presença só acontece quando vc deixa o passado, esquece o futuro e fica na presença”, existem tiradores de presença móveis que nos levam para o passado e para o futuro e acaba esquecendo o presente.

“Eu vivi um momento de presença”, “A minha mente tenta me tirar a todo momento do presente”, “Perdemos totalmente o tempo de presença.

 “Quando entro na Casa Grande me sinto em casa, esse é um lugar que me traz presença e me ensina a ver e escutar histórias, euu saio daqui com outra vida.

Mauricio saiu da força áerea e se tornou executivo de uma grande empresa e a largou no auge de sua carreira, com todo reconhecimento profissional, pois ainda não era o que ele queria para si.  Ultimamente vem se dedicando aos jovens e a fonte de inspiração são seus filhos.  Maurício tem um canal no Youtube chamado “Comover”, que surgiu a partir de almoços que já estavam se tornado conferências em sua casa.  Maurício começou a transmitir ao vivo, as conversas foram crescendo e ele montou um estúdio como um de televisão. Atualmente contou que também é envolvido no TED, um programa de apresentações curtas, atualmente é o coordenador responsável do programa.


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Manhã de um encontro de Artes, Ciências e Patrimônio!

Durante o dia 17 na abertura do Encontro de Artes, Ciências e Patrimônio se pronunciaram os fundadores da Fundação Casa Grande: Alemberg Quindins e Rosiane Limaverde.

 “A nossa maior riqueza são os amigos da Casa Grade”. Exercitar o olhar das crianças durante as viagens para ver o diferencial da pessoa é uma característica que procuro praticar na Casa Grande. Ter um bom conteúdo prestes a acessar através de uma energia contida na qualidade, que nem precisa ser acessada, basta apenas a energia. ”

Alemberg Quindins falou e acolheu as pessoas que estavam no encontro e ressaltou a ideia de fazer das conversas, espaços de formação para os meninos e meninas da casa azul de Nova Olinda-CE.

Rosiane Limaverde ressalta que essa história nasceu em seu coração e que se sente com propriedade de falar desta festa.

“Uma festa para ser feliz e desejo que todos sejam felizes neste dia que vamos passar juntos”

De 9h as 10h José Monsserrat  do Rio de Janeiro/RJ (Vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA) apresentou o 1º Ciclo de Conversa: “Por que Direito Espacial? E por que preservar o espaço livre de guerras?”,no Teatro Violeta Arraes.

José Monserrat Presenteou a biblioteca da Casa Grande com dois exemplares do seu livro: ‘Direito e Política na Era Espacial – Podemos ser mais justos no espaço do que na terra? ”.

Ele conta sobre o ramo do direito internacional público. O direito internacional público organiza as ações que estão criadas pelo estado. A ONU dispõe de 193 estados membros. Ele diz que a política espacial é uma atividade superior indispensável ao progresso social. Ressalta a importância da democracia, do povo na rua e dos desafios do direito espacial: Questões que exigem soluções justas, por exemplo: Um desafio de direito espacial e consolidar as atividades de um bem comum Lixo espacial que ameaça telecomunicações e os sistemas de satélite. O desafio de criar um marco jurídico, internacional e Multilateral, com a participação de vários países foi lembrado por José.

Porque preservar o espaço livre de guerras? Por exemplo para A sustentabilidade das atividades especiais A segurança no espaço Não impede armas em órbitas da terra. A pior de todas as guerras será a guerra espacial, suas consequências são imprevisíveis e pode causar um colapso na terra.

Durante sua fala indicou o filme: “Gravidade” com Sandra Bullor e disse que guerra no espaço significa grande número de escombros e lixo espacial, o fim da terra é previsto no boletim de cientistas dos Estados Unidos, ao lançarem as bombas atômicas o espaço é danificado, o mundo dispõe de armas nucleares prontas para entrar em ação.

No espaço mais do que nunca é necessário de paz, existe cincos tratados pela ONU. A Lua é tida como representante de todos os corpos celestes, sejam ele planetas ou asteroides. Ele falou do artigo 4 do tratado de espaço que por sinal não impede a guerra no espaço.  José Monserrat fala da desmilitarização parcial do espaço e questiona:

“ A lua não pode ter guerra e a terra pode! ”

Ele conta que estão sendo criadas armas espaciais e que “nenhuma lei nacional pode ser aplicada em outro país, seria uma aberração jurídica”

Após sua fala abriu para perguntas e durante a resposta que fez a pergunta de Zeca Neiva disse: “até hoje não existe quem possa representar juridicamente a humanidade”

Yasmin pergunta como surgiu seu interesse de estudar direito espacial

José Monserrat diz:

“Que civilização estamos levando para o espaço, a do bem comum ou a do bem pessoal.”

De 10h as 11h Zeca Neiva do Rio de Janeiro/RJ (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, São José dos Campos – SP), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Laboratório Nacional de Computação Científica apresentou o 2º Ciclo de Conversa: “Economia Circular – o ciclo de vida dos produtos, da terra a terra”, no Teatro Violeta Arraes.

Zeca Neiva Iniciou falando do tempo das cavernas e comparou aos dias de hoje, em relação ao número de pessoas. Foi apresentou o gráfico do número de população do planeta ao longo dos anos. Ele diz que “o início ao salto de crescimento na terra foi a revolução industrial, momento em que o homem descobriu o uso da matéria a seu favor, com criação de máquinas movidas a carvão e vapor, falou também de estruturas geradas através de energias naturais. Dentro do contexto falou da revolução industrial, máquinas e produção em série, consequências da revolução industrial, migração de pessoas da zona rural para a cidade e crescimento de economia, a custo de uma energia que vem de matéria prima, ou seja, recursos naturais. Bens de consumo e coisas que nos trazem prazer, facilidade, isso tudo vem das chamadas matérias primas: vem de animais, vegetais e cereais através de um processo de produção.

A produção em massa têm as suas consequências: Escassez de matéria, Rejeitos, lixo e poluição, reduzindo a biodiversidade com rejeitos da produção industrial, fumaça água suja, esgoto, lixo  e desastres ecológicos, como por exemplo: o desastre da barragem de Mariana em MG. Ele traz em sua fala o que é a biodiversidade? Uma variedade de seres vivos essenciais para a vida, as pessoas fazem parte da biodiversidade, os seres formam redes de cooperação uns entre os outros. Citou a agro-floresta de seu Zé Artur e seu sistema de biodiversidade. Sobre s limites do crescimento informou que devemos ter limites para que as ofertas da natureza e biodiversidade possam se repostas.

Conta que nós não temos a preocupação de devolver a terra a gratidão, “daqui a pouco iremos encher até o espaço de lixo. ”

Ressalta que precisamos de novas estratégias para resolver os problemas como por exemplo:

Estratégia 1 três erres RRR, reduzir, reciclar e reutilizar, consumir menos, evitar lixo e reciclar. Assuntos como por exemplo o consumismo, foram trazidos à tona, a vida útil dos produtos diminui e eles são feitos pra serem jogados fora a todo tempo. Informa que devemos pensar o Design dos produtos, para que eles sejam descartados, temos que repensar o processo.

“O ideal do produto é prepara – lo, pensando como vai retornar a logística do produto”

De 11h as 12h Marcelo Brissac, Elizah Rodrigues e Paulo Brandão, do Rio de Janeiro/RJ apresentaram o 3º Ciclo de Conversa: “3 em 1 – só se fala de música

Marcelo Brissac

Introduziu um pouco da história da música, instrumentos e regras desde o princípio. A capacidade do ser humano de quebrar as regras era um pouco constrangedora em algumas épocas passadas. A música sacra tinha Deus como centro do universo e a música profana, aquela que não era feita em cima de um texto religioso implicava com sacra.

Marcelo fala sobre o seu encanto pela arquitetura das igrejas, espaços criados para melhor reverberação durante as missas, onde “a música entra como ritual e encanto para elevar o fiel ao ritmo mais próximo de Deus.”

O movimento renascimento foi trazido em momentos de sua fala, onde o homem se ver como no centro do universo. Marcelo citou como surgiu a escrita musical e os compositores, patrocinados pela corte e tinham o acesso era restrito.

“A escala musical é uma só”

Elizah Rodrigues

“Sempre falar da Casa Grande é falar de paixão, falar de música é também falar de paixão”. Ela contou sobre sua ligação com a música desde os seus cinco anos de idade quando escolheu um disquinho e tocou na vitrola do seu pai. Elizah mergulhou em um ofício que nem sabia que já estava mergulhada, diz que “a audição é o mais afinado sentido” e ressalta a importância de ouvir a música e a sonoridade. Sua experiência musical em Moçambique possibilitou quebrar as fronteiras das divisões da música e passar a entender a música como música. Elizah traz a música tocada por Dominguinhos para mostrar que não há fronteiras e completa sua apresentação tocando alguns dos grandes nomes da música atual brasileira, apresentou: Monica Salmaso Renato Brás Sérgio Santos e outros.

 “A potência da arte é capaz de viabilizar uma mudança de vida no planeta “

Paulo Brandão

Paulo Brandão ressalta sua paixão sobre o rock e diz que o rock surge basicamente através dos negros, lhe atrai a unificação dos brancos com os negros. O que chama a atenção de Paulo no ritmo e o compasso e a renovação de cada criação, ele fala que o rock “é uma música que se afirmar e se contesta” e que já serviu para criticar uma sociedade careta.

 “O rock é ligado à essência humana”, conseguindo através de um estilo musical protestar e colocar para fora seus sentimentos.  A raiz do rock é afro-americana e uma das suas origens é Sister Rosetta, que fazia este ano 100anos.  Exibiu vídeos e contou que um dos trabalhos que mais se impressiona é The Beatles, pela sua evolução musical.


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Dia 16 – Noite de Conversas dá Inicio da Festa!

A abertura da festa de 24 anos da Casa Grande contou com a ilustre presença de um ciclo de conversa com os meninos da fundação:  Yasmim Pereira, Aécio Diniz, João Paulo, Junior e a participação de Thales Henrique.

João Paulo ressaltou a cultura da Renovação do Sagrado Coração de Jesus na Fundação Casa Grande e no Nordeste brasileiro, completou que o intuito da renovação e juntar e reunir as pessoas para comemorar a amizade entre todos. Ele falou também sobre a rede de museus e os empreendimentos do programa de Empreendedorismo Juvenil da instituição.

“Na Casa Grande existe espaços de tramar para o bem”

“A Casa Grande forma educação livre, confiança, responsabilidade e seres humanos de bem”

“Aqui cativamos e cultivamos uma universidade livre”

Aécio Diniz falou sobre as transmissões e os registros durante o evento, lembrando do carinho dos amigos da Casa Grande e a felicidade de recebe-los. Ele contou sobre o princípio da renovação na fundação e como se encanta pela beleza da festa.

“Há 24 anos nós plantamos a semente em Nova Olinda”

Yasmim Pereira iniciou sua fala com muita delicadeza, dando boas-vindas a todos os convidados da festa, ela falou “espero que esse ano seja maravilhoso, cheio de histórias, realizações e conhecimento. Lembrou da importância de conhecer novos povos e novas culturas de diversos lugares.

Junior dos Santos contou como funciona o desenvolvimento do turismo comunitário, colocando a festa de aniversário da Casa Grande como principal evento da cidade de Nova Olinda. Junior conta de sua história na casa e como foi ver o crescimento dele e o da instituição ao longo do tempo. Contou de sua trajetória e estudos em áreas técnicas e sua entrada no mercado de trabalho.

“O programa de empreendedorismo uni os meninos e a família da casa”

“Aqui fazemos um processo de vida e não de momento”

Thales Henrique falou de suas experiências com produção cultural e os cálculos de prestação de contas que está fazendo para colocar no blog do evento.

Os convidados também participaram da conversa!

Mauricio Curi falou do impacto que é gerado através dos meninos da Casa Grande ao contarem suas histórias e trazerem suas ideias e perspectivas.

Paulo Brandão conta sobre como lhe chama atenção a relação da Agência de Turismo Comunitário com a comunidade do Cariri. Ele diz ter seu primeiro contato com a casa através do show da banda de lata da fundação, Os Cabinha.

Marcelo Brissac diz: “acho que a saída da crise é quando se apresenta uma ideia criativa, ideia de solução”

“Basta um abraço, um gesto de olhar, chegar, abraçar e dá um bom dia verdadeiro. ”

“Aqui tem carinho, amor, construção em grupo e em coletivo e amigos da casa, sem união e calouridade nada vale apena”

Angela Carneiro conta que ficou muito conte tente por estar desta vez, vindo ao Cariri com o seu marido Zeca Neiva. Ela diz que os braços da casa a todo momento se espalham por todo o Brasil.

“Me marca essa usina de irradiação de afeto”

“O mundo estar na Casa Grande e a Casa Grande estar no mundo”

“Aqui existe uma memória que é tesouro de todos”

Edson Natale conta da experiência de enviar seu filho Gabriel para a Casa Grande, com mais ou menos 12 anos de idade, para vivenciar a experiência das crianças do sertão do Cariri. Ele agradeceu a instituição por receber seus filhos

“Quando se entrega um filho a um lugar ou a alguém é a dimensão da confiança que você tem naquele lugar. ”

José Monserrat diz que seus temas de preocupação são a humanidade, o planeta e a linguagem intelectual das coisas. Ele diz se impressionar de como são ligadas as coisas pequenas a coisas grandiosas, diz sobre vivemos em um mundo administrado por grandes interesses de globalização.

“Estamos vivendo na era planetária”

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Saiba o que Visitar Durante a Festa de 24 Anos da Casa Grande!

DONA DINHA E A ARTE TE TECER

Dona Dinha é uma artesã que trabalha com a produção de redes feitas em um tear artesanal e manual, ela aprendeu desde criança e este oficio que é passado de geração em geração como tradição familiar.

ESPEDITO SELEIRO E O MUSEU DO COURO

Espedito Seleiro é um artesão que trabalha com o couro na cidade de Nova Olinda, no Ceará. Este ofício é uma tradição que passa por várias gerações em sua família. Hoje em dia, além de confeccionar selas, Espedito produz bolsas, sandálias, cadeiras, carteiras, baús, gibões entre outras peças. Atualmente, transmite seu conhecimento para seus filhos, mantendo viva a arte de trabalhar com o couro. Próximo a sua loja existe o Museu do Ciclo Couro.

ZÉ ARTUR E A AGRO FLORESTA

José Artur é agricultor na cidade de Nova Olinda, no Ceará. Seu trabalho com a agro floresta utiliza técnicas para o tratamento do solo e plantio, sem queimar a vegetação nativa. Ele é um exemplo para os agricultores da região do Cariri.

Confira o site do evento:

http://renovacaocasagrande.wixsite.com/renovacao