Instituto de Arqueologia do Cariri Dra. Rosiane Limaverde Promove Oficina de Metodologia e Técnicas do Trabalho de Campo na Pesquisa Arqueológica

O Instituto de Arqueologia do Cariri Dra. Rosiane Limaverde – IAC e a Fundação Casa Grande-Memorial do Homem Kariri desenvolveu no período de 02 a 06 de junho de 2017 a Oficina: Metodologia e Técnicas do Trabalho de Campo na Pesquisa Arqueológica direcionada para crianças e jovens de 04 à 14 anos e membros do grupo de recepcionistas do Memorial do Homem Kariri. A realização da oficina contou com a colaboração de estagiários(as) de cursos de graduação em Arqueologia e Conservação de Arte Rupestre da Universidade Federal do Piauí-UFPI, Geografia, Biologia e Artes Visuais da  Universidade Regional do Cariri-URCA e Coordenadores dos Laboratórios de Produção da ONG. Nesta fase de formação educativa as crianças aprenderam quais os tipos de acervo arqueológico, porque devem ser preservados, como identificar um sítio arqueológico, as técnicas de prospecção, escavação, coleta de material e topografia. A próxima etapa contemplará o tratamento em laboratório deste acervo coletado e a produção de uma exposição feita pelas próprias crianças.

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Oficina de Produção Cultural é realizada na Fundação Casa Grande

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O Laboratório de Produção Cultural da Fundação Casa Grande deu início a formação continuada em Produção Cultural para crianças e jovens gestores no dia 06 de Junho de 2017.

A oficina é um laboratório constante que une as formações com os momentos práticos de execução de atividades de produção nos Eventos Culturais da Fundação, em Nova Olinda.

As crianças e jovens se organizam e gerem juntos o espaço físico da instituição, a articulação local e a organização de equipes de trabalho colaborativas. O primeiro passo da Oficina foi a formação na pré-produção, com organização de equipes de trabalho, produção de organograma, organização de planilhas de produção e elaboração de rotinas e checklist.

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SESC E FUNDAÇÃO CASA GRANDE CRIARÃO NOVOS MUSEUS ORGÂNICOS NA REGIÃO DO CARIRI

No dia 05 de junho a equipe da Fundação Casa Grande junto a equipe do SESC realizaram duas visitas nas casas dos mestres Bigode e Nena, na cidade de Juazeiro do Norte-CE, para a futura criação de Pontos de Memória, a ideia do projeto é construir 16 museus, nas casas dos mestres da cultura popular da região do Cariri. A proposta da Fundação, conforme explica Alemberg Quindins, Diretor Presidente da Fundação Casa Grande é fortalecer a ideia de um assunto em cada canto.

A proposta da visita foi recolher informações e pesquisar fotografias, documentos, diplomas, figurinos, adereços, homenagens, comendas e a fazer o levantamento arquitetônico da casa dos mestres. No primeiro momento a equipe de pesquisa  e identidade visual fazem uma catalogação dos materiais pré-selecionados.

A primeira visita foi na casa do mestre Bigode que tem um grupo de Bacamarte e Maneiro Pau, a segunda na morada do mestre Nena, responsável pelo grupo dos Bacamarteiros da Paz e Brincante de Mateu, nos bairros São José e João Cabral, em Juazeiro do Norte-CE.  As visitas geraram muitas conversas e histórias que estruturam um universo de informações que irá compor a memória histórica dos museus

A proposta do Museu Orgânico é que, ao tempo em que o mestre conta suas histórias, as paredes ilustram o cenário simbólico e afetivo na Casa do Mestre. Para a Fundação, o projeto Museu Orgânico além de difundir a cultura local, garante mais pontos de visitação para circuito do Turismo Comunitário no Cariri.

Confira as fotografias!

 

 

 

 

 

 

Conheça a Tese de Doutorado de Rosiane Limaverde sobre Arqueologia Social Inclusiva!

CLIQUE AQUI E ACESSE O CONTEÚDO DA TESE: ARQUEOLOGIA SOCIAL INCLUSIVA – A FUNDAÇÃO CASA GRANDE E A GESTÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DA CHAPADA DO ARARIPE

Esta tese apresenta o estudo de caso da Fundação Casa Grande que utiliza dos conhecimentos sistematizados pela arqueologia, no delineamento de soluções práticas e caminhos frente aos problemas concretos da comunidade de Nova Olinda, Chapada do Araripe, Brasil. Essa comunidade através de suas crianças, pôde legitimar a herança do patrimônio arqueológico como guardiãs da memória local, construindo cidadania e dignificando suas próprias vidas. Essas heranças revividas, foram recriadas e retransmitidas pelas próprias crianças na construção da cidadania: Inventariando, conhecendo, preservando, partilhando e divulgando os antigos e novos saberes. Com essa experiência, pôde-se ainda inferir que a arqueologia deve sim, proporcionar e desenvolver os interesses científicos e sociais de produção de conhecimento sobre a herança cultural numa pequena comunidade,inserida em um macro contexto arqueológico, como a Chapada do Araripe e o Nordeste do Brasil. Neste processo de entrega do patrimônio cultural à contemporaneidade a arqueologia inscreve um potencial fundamental de desenvolvimento de uma Arqueologia Social Inclusiva, embasada numa experiência concreta, mas ao mesmo tempo intangível de reafirmação de identidade.

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No dia 31 de março de 2015, a Arqueóloga Rosiane, Fundadora da Fundação Casa Grande apresentou a Tese de Doutoramento”Arqueologia Social Inclusiva: A Fundação Casa Grande e a gestão do patrimônio cultural da Chapada do Araripe”, na Sala dos Capelos, Sala dos Reis de Portugal, na Universidade de Coimbra.  Rosiane Limaverde  recebeu aprovação por unanimidade com a nota máxima de “Distinção e Louvor” do corpo de júri da prova de doutoramento.

Neste processo, Rosiane Limaverde contou com a orientação da Dra. Maria da Conceição Lopes, Coordenadora do Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Patrimônio, Universidade de Coimbra.